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Pesquisa familiar: resolução de um caso em aberto há 13 anos

Na noite de 30 de Abril (Koninginnedag, Dia da Rainha) para o 1.° de Maio de 1999, Marianne Vaatstra, então com 16 anos de idade, Na noite de 30 de Abril (Koninginnedag, Dia da Rainha) para o 1.° de Maio de 1999, Marianne Vaatstra, então com 16 anos de idade, em Kollum. O crime foi cometido na vizinhança de Zwaagwesteinde, uma pequena comunidade no Nordeste rural dos Países Baixos. A investigação do local do crime levou à descoberta de uma pista de A.D.N. em um isqueiro que poderia pertencer ao perpetrador do acto.

Vaastra DNA investigation
Entrada de um ponto de recolha de A.D.N., ao qual voluntários se dirigiram para doar amostras de esfregaços bucais.
Imagem © ANP

O caso foi fonte de grande controvérsia nos Países Baixos. Durante os treze anos que precederam a detenção do assassino, uma dúzia de suspeitos foi detida e subsequentemente libertada por falta de provas. O caso foi durante esses anos amplamente divulgado pelos meios de comunicação social.

Em Junho de 2000, o procurador-geral do Ministério Público holandês anunciou que os especialistas forenses haviam criado um perfil do perpetrador: “O assassino da jovem Marianne Vaatstra,de dezasseis anos de idade e proveniente de Zwaagwesteinde, é um indivíduo do sexo masculino, caucasóide, Europeu Ocidental, que presumivelmente viverá dentro de um raio de quinze quilómetros do local do crime.” Parecia então que uma investigação de A.D.N. em grande escala poderia resolver o caso. Em Outubro de 2000, um conhecido jornalista criminal processou o Estado Holandês, exigindo uma investigação de A.D.N. em grande escala. O tribunal acabaria por arquivar o processo.

Após doze anos (Abril de 2012), foi aprovada uma alteração à legislação dos Países Baixos que providenciou finalmente o enquadramento legal para a tão desejada investigação de A.D.N.; uma última tentativa de resolver o caso tornou-se assim possível.

“A maior operação de este género jamais realizada em qualquer lugar”

Ainda que o A.D.N. de um homem houvesse sido encontrado no local do crime, não se encontrou qualquer perfil coincidente na base de dados nacional de A.D.N. de delinquentes, sendo assim impossível a sua identificação. Não obstante, as características do perfil de A.D.N. em causa levaram os investigadores a crer que se poderia tratar de indivíduo autóctone. Na sequência de uma então recém-aprovada modificação do edifício legislativo holandês, que assim passou a permitir, sob certas condições, a execução de rastreios populacionais de A.D.N., foi decidido levar-se a cabo a análise do A.D.N. de todos os varões que viviam nas cercanias do local do crime e com idades compreendidas, em 1999, entre os 16 e os 60 anos. O objectivo de tal acção era o de encontrar pessoas que partilhassem material genético (A.D.N.) com o delinquente e que, como tal, pudessem ser seus parentes. Esperava-se que tal informação pudesse ser de utilidade para a polícia na sua tarefa de identificação do assassino. As pertinentes amostras foram utilizadas única e exclusivamente para os propósitos da investigação em causa, havendo sido posteriormente destruídas. Este procedimento, conhecido como ‘pesquisa de A.D.N. familiar’, foi e é levado a cabo pelo Instituto Forense Holandês (N.F.I.), o qual é de opinião que se haverá tratado a supra-referida da maior operação do género jamais levada a cabo a nível mundial.

Em 6 de Setembro de 2012, o Departamento de Justiça anunciou que foi solicitado a 7300 homens residentes na área em torno do local do crime (Zwaagwesteinde e alguns povoados vizinhos) que doassem o seu A.D.N. para os propósitos de esta investigação. Mais de 6500 (89%) de aqueles que foram abordados accederam a contribuir com o seu A.D.N. para a realização de um procedimento denominado ‘pesquisa de A.D.N. familiar’. Estas amostras de A.D.N. foram introduzidas na base de dados Bonaparte. Após pouco mais de metade das amostras anónimas haverem sido processadas, a aplicação de software Bonaparte encontrou uma coincidência. Uma segunda análise de A.D.N. de células bucais do suspeito, levada a cabo para verificação, confirmou a coincidência. O rastreio populacional de A.D.N. foi imediatamente encerrado após a reconfirmação da coincidência. A subsequente investigação levada a cabo pelo Ministério Público e pela Polícia resultou na detenção de um suspeito no domingo, dia 18 de Novembro de 2012, culminando com a confissão do assassinato por parte do referido suspeito, no dia 6 de Dezembro.

O sistema Bonaparte permite ao N.F.I. conduzir investigações de A.D.N. em escala maciça

O N.F.I. usou a função de pesquisa familiar do sistema Bonaparte para assegurar a máxima celeridade do procedimento. O sistema Bonaparte recorre ao estado-da-arte em métodos probabilísticos e bases de dados para determinar rápida e exactamente, não apenas coincidências ou emparelhamentos directos, mas também coincidências de tipo genealógico na análise de linhagens familiares parciais ou completas, como foi necessário executar no caso Vaatstra. O sistema Bonaparte demonstrou já, em mais de uma ocasião, o seu valor, havendo também sido utilizado com êxito para rapidamente identificar as mais de cem vítimas da catástrofe aérea de 2010 em Trípoli.

agosto 29 2014, 09:24:15 / 0c28a9f85baf9661143d6303a9fe1626f135cef0
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